Deslumbra-me a Alma Ver-te Desnudo

Deslumbra-me a alma ver-te desnudo
Descobrir cada pedaço desse canto mudo
vasculhar na imensidão desse espaço,
corpo turvo.

 

Eu me curvo perante a realeza da tua essência.
e por cortesia, em devaneio,
faço vénia. 
Permite-me ver-te
além da matéria, 
além da memória.

 

Por favor.
Concede-me esse amor.

 

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Comentários

De elo em elo da(s) vida(s) se forma a corrente do caminho da evolução. Nesta vida, tudo é efémero e nada mais prevalece para além da aprendizagem dessa caminhada. Como diz o poeta “caminhante não há caminho se faz caminho a andar”.
É e será sempre difícil interpretar o que cada poeta escreve e sente. Todavia, a reconciliação com a vida é o encontro com o amor próprio e a palavra escrita não é mais do que o elo que nos liga ao universo e faz fluir esse amor que nos habita e se expressa nos intervalos das nossas interrogações.

Cumprimentos,
João Murty