Enquanto dormes

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Arrebata-me subitamente uma especial doçura
Quando demoro o meu olhar sobre a tua face
Dormindo com essa expressão tão pura;
A de um grande homem que guarda o ar de quem nasce.
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 Quanta vida vejo nesses olhos cansados a descansar,
Quantos  sorrisos no terno desenho  desse lábio
Que mesmo dormindo parece pronto a amar
Numa dualidade de menino e homem sábio.
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Bendita imagem que nesta noite habita
Diante do meu olhar que deveras acredita
Que quando partir um sorriso no rosto hei-de levar,
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Por ter sido escolhida por alguma fada, que em segredo,
Me destinou a um homem que sem medo,
Se manteve menino para não perder a arte de amar.

 

Fernanda R. Mesquita

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Comentários

Gostei muito. Grande sensibilidade e expressão poética.

Obrigado por repartir este lindo soneto.

João Murty

Lindo e doce como uma valsa. Obrigado por nos presentiar com um verso desses!

Obrigado pelos vossos comentários. Eles dão alento para continuar.

Felcidades e que aja muias partilhas em poesia!

Fernanda