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Esculpindo a luz

Sou simplesmente uma partida
 
sem mais regresso
 
esvaindo-me em digressões
 
numa travessia quase louca
 
rumo a lugar nenhum
 
sem trajecto nem etapa
 
errando simplesmente
 
nesta peregrinação divertida
 
consumada… com palavras
 
veladas na colorida escultura
 
que talho de mansinho pela
 
noite costurada em tantas
 
tantas desventuras
 
 
 
Assim lavramos o destino
 
no tempo que resta
 
esculpindo na escuridão da noite
 
uma luz ou um brado sereno
 
urdido em mil gargalhadas
 
abastecendo de vida
 
toda a vida desabrochando
 
como gotas abençoadas de criatividade
 
reflectindo neste lúdico silêncio
 
a  inexorabilidade
 
do tempo que jaz no carrocel
 
da nossa imensa cumplicidade
 
onde nos sincronizamos até à imortalidade
 
FC
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