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Fantasias de uma vela

 

 

MAIS UMA NOITE... NA MENTE, NO ESPAÇO,

MAIS UMA QUESTÃO... NO PENSAMENTO,

NÃO TENHO TEMPO, NEM MAIS LUGAR... CORRO DAQUI,

BEIJANDO AS LÁGRIMAS... ATIRADAS DO ROSTO,

AGUARDAM NO SOLO... MOLHADO EM SILÊNCIO,

COMO RAIOS DE LUZ... COLORINDO O TEMPO...

 

CHAMAM NUM GRITO... O FOGO, A CHAMA,

NOS SINOS QUE DOBRAM... LOUCA MELODIA,

VELAS...

 

E NESSE SONHO... QUE NÃO ARDE SÓ,

FUMOS CINZENTOS, CANTAM CANÇÕES,

DA MEMÓRIA TRANCADA... ONDE DEIXARAM,

UM CORAÇÃO VAZIO... FUMO NA ALMA,

DA RAIVA JOGADA... DA CÊRA QUEIMADA...

 

NO MOMENTO, NA DOR... TÃO PERMANENTE,

NO SOLO ENCHARCADO, NA CÊRA PENDENTE,

VELAS...

 

NO DORMIR DOS MEUS OLHOS, FECHADOS NA DOR,

CORRO, ESCONDO-ME... TENHO PAVOR,

SINTO NELES... MAGIA, ENCANTO,

DEIXAM-ME CEGO... NO SONO DO TEMPO,

QUE ME DEIXOU FICAR, NA PORTA ENTREABERTA,

ENQUANTO A VELA... QUEIMOU FANTASIAS

 

ROSAS MURCHARAM... MORRERAM, CAÍRAM,

PALAVRAS VOÁRAM... DAS MÃOS CANÇADAS,

TOCARAM COM VIOLENCIA, MENTIRAS FICADAS,

DEITADAS NUM SONO, NUMA FANTASIA,

QUE A VELA QUEIMOU...

ENQUANTO EU DORMIA.

 

Luis Ginja

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