Fervilhante Ira

 

De alma violentada
o coração crepita em desalento.
o sangue bombeado torna
o que foi verde em tormento.

 

A cada pulsar,
a ignóbil máquina ateia
mais um foco.
Fervilhante ira
que carrego em sufoco.

 

Provoco, insisto tocar na ferida
dos que preferem q estanque,
dos que se escondem atras da núvem
tapando a cara em vergonha infame.

 

É um embaraço desgovernado
este nosso estado funesto.

 

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