Intervenção

SELETIVA

 

SEMPRE
VEJO nitidamente
LEIO atentamente
PENSO claramente
FALO fluentemente
OIÇO perfeitamente
ESCREVO detalhadamente
AQUILO QUE ME INTERESSA
O QUE NÃO ME INTERESSA
NÃO SUPORTO ouvir
NÃO OUSO pensar
NÃO CONSIGO ler
NÃO SEI escrever
NÃO POSSO falar
NÃO QUERO ver
NUNCA
 

SENTIDOS

Olhares

Sedução

Encontro

Paixão

 

Furtivos.

 

Olhares

Toque

Beijos

Choque.

 

Contidos

 

Olhares

Amor...

Não

 

Sentidos

 

                                                                                        silute

                                                                               12/10/2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PORTUGAL

O Portugal, os lobos são muitos
os lúcidos são poucos.
ninguém sabe o que quer,
ninguém conhece que alma tem,
tudo é incerto,nada é verdadeiro,
tudo é disperso, nada é inteiro,
nada é certo,tudo é imperfeito,
hoje és nevoeiro,tempestade,vento,
meu amigo,sem alma ,sem amor,
sem rei,nem lei,sem brilho,sem luz,
dos palácios comidos de mofo,escuros ,
vazios,vagueiam as almas,sem paz,
como os mendigos esfomeados e sujos,

PORTUGAL

Ó amada esta minha pátria
Que nela tive a sorte de ter nascido
Que me prende a alma
Que me amarra o coração
Ó nação valente, imortal
Que és roubada , maltratada
O vento lusitano de mar a mar
Que vives uma fúria sem alcançar
O céu por inquietação
Malditos os que te roubam, são tantos
Que o povo já passa tantos tormentos
Ó terra lusitana que tanto amo
Bela de norte a sul
Amaldiçoo quem te maltrata

⁠MINHA QUERIDA MÃE

Mãe tu és a rainha de todas as flores
Nas tranças dos teus cabelos
Minha mãe, vi o mundo enfeitado
E nunca senti tanto afeto
Num querer tão profundo
Árvore fecunda nesta terra
Da minha alma germinada
Bendito seja Deus que te fez
Que nos amparas tantas vezes
Nos momentos escuros do nosso viver
Se não fosses tu minha querida mãe
Que seria de nós, andaríamos perdidos
Mãe rainha do meu coração

DEZ

No começo éramos dois à mesa
Primeiro nasceu o Nuno
Mais tarde o João
A seguir a Carolina
E chegou a Joana
A Malfada apareceu
Entretanto chegam a Margarida e a Maria
No fim chega o António
Eramos já dez à mesa
Tanto barulho, alvoroço e animação
Hoje somos menos à mesa
Mas em dias festivos já somos mais que dez
Entre noras e genros, é só alegria e satisfação.
No começo eramos apenas só dois.

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