Gaia

Aquando de um devaneio, olhei uma flor.
Tão jovem, tão cheia de vida que era,
Tão bela era a juventude coberta
Que era frágil. Cristal.

Mas o vento do Norte invejou-nos,
E irado te arrancou de mim...
Libertaste-te sem dor, és livre,
Livre de espalhar o teu pólen.

Melancólico fiquei desde então,
Até que algo me violou o rosto;
Eras tu, pétala do amor, voltaste.
Finalmente posso amar-te jovem.

Por Gaia eu vivo, e pelas raízes
As minhas batidas se movem,
Essas de amor e fervor as são,
Que nem o pecado boreal toma o que é do coração.

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