Iblis

Não me rebaixo a vós, sou a queda em ideia, não me curvo em tua opressão. Desobediência me goza nos pecados eternos. Não se enfureça contra teu filho, oh! Pai. Nosso jardim é magnificente: o cheiro doce das pétalas que fraga nossos pulmões, a gota d’água que desliza na bela árvore-da-vida. A firme terra que nos sustenta com a graça da natureza, carregando o peso de aguentar todas as formidáveis criaturas. Quem dera se eu fosse este rio a minha vista, abastando todo o espaço e movendo-se na cachoeira na beleza como uma dança envolvente entre amantes.



Infelizmente, nego tua vontade. Nego mil vezes! Perdoe-me, mas não nasci para tal ofício; sou livre, posso ser tudo o que quero e não limitarei à ganância de vós. Desejo ser o sol perscrutando todo o espaço, conhecendo os segredos das estrelas, pulverizando seus medos. Perdoe-me, senhor da eternidade, eu não quero ser como tu. Sou Vontade! 

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