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Jeep na estrada

Jeep na estrada

Jipe na estrada rumo ao litoral, de um lado cerca farpada, do outro canavial. Estrada de terra batida pro meu jipe não tem igual. Pé de manga madura exalando cheiro de quintal, meu jipe passa ligeiro que essa estrada só eu sei onde vai dar, é nos braços duma moça brejeira que está a me esperar. Vai meu jipe corre ligeiro, que eu nem posso a saudade agüentar, pois no colo daquela moça, amanhã eu quero acordar. Corre meu jipe danado, acelera pra esquentar esse motor que é tão valente, que nem água precisa botar. Agora pare bem ali, desligue o farol que não carece mais de luz, pois o sorriso que eu vejo agora, junto com aqueles dois olhos azuis, é o sorriso da minha amada, e ela já é minha luz.

Charles Silva

 

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Comentários

No texto, a palavra Jeep, que é a grafia correta, foi substituida pela palavra Jipe, por ser normalmente essa a grafia usada na escrita e na pronúncia pelo povo da roça. Uma vez que o protagonista do poema usa prosa cordelista.

Charles Silva