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Mãe

Os ombros dessa velhinha

Onde ficaram sequelas

Fazem-na triste e curvada,

Com o peso que hoje suporta!

Porque está então sozinha

No parapeito da janela,

Na varanda ou na sacada,

Ou na soleira da porta?

Animem essa velhinha!

Por favor, vão ter com ela

Abracem-na! Não digam nada,

Mas façam-na sentir que importa!

 

Se essa velhinha fosse

A mãe que amei, a mãe que eu tinha

Ou mesmo a mãe da minha

E por momentos cá viesse

E prostada assim estivesse,

Não estaria mais sozinha

No parapeito da janela

Na varanda ou na sacada,

Ou na soleira da porta.

Eu iria ter com ela

Abraça-la-ia sem dizer nada

Fala-ia sentir que importa!

 

José Augusto Moreiras

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