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"MARIONETA DA SOLIDÃO"

"MARIONETA DA SOLIDÃO"

(Ontem na suprimida linha do tempo a noite envolveu a dor e o sonho foi ocaso. Hoje na desilusão sou marioneta do acaso, dançando na fantasia, sem tocar tua mão. Nas ténues asas do amanhã, desmonto-me em peças e anestesio as dores na utopia da minha visão)

Ontem………………………..
Não te reconheces. Nem queres saber.
Não sabes porque estás longe de mim,
Mas mesmo que soubesses, Apenas queres viver.

Hoje .............................
A saturação reclama. A paciência diz-se esgotada.
Uma vez mais, em vezes sem fim,
Entrou em greve. Por tanta coisa adiada.

Amanhã …………………..
O tempo é bastante? O tempo soube amar?
Inconsolado, vai-se escoando na monotonia.
O tempo, quanto tempo tem para te dar?

Tu sabes…………………….
Num imenso, desprovido sentir,
Desfaleces em inesperada agonia.
Sentes, mas ficas, nunca soubestes fugir.

Eu sei e sinto…………….
Este aperto, não é vida, não é morte.
Apenas o meu, e o teu destino, em solidão.
Sonho fendido que permutou a nossa sorte.

Esquece, sorri. Vem para junto de mim!
Anda, vem dançar, redopiar no salão da ilusão.
Em cada vida, só há um dia assim.

………………………………….(o tempo foge)

(Ontem, hoje e amanhã….. ,tu sabes, eu sei e sinto….. No salão da ilusão, há um sonho que renasce....., entre silêncios, prendi o tempo à tua imagem e redopio a solidão ao compasso da imaginação).

…………………………………..(embriagado de saudade, cubro de poesia o teu sentir)

(Irmã! Não subsisto sem sorrir. No verbo, estendo a mão a distância encurta. E tu, onde estás? A chama brilha na ponte de papel, a emoção turva-me o olhar. E eu, onde estou? Marioneta da solidão, em meus braços me recolho. O tempo; deu-me o tempo de partir).

João Murty
(Ciclos - Naufrágio"

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