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Dedicado

A Fábula de Bolama

Em memória do meu irmão que partiu....
 
QUANDO NO VAZIO DA VIDA
ME CONTASTE AS TUAS MÁGOAS
SÓ SENTI
EM MEU CORPO
E NAS VEIAS ARDENDO 
O CALOR TÓRRIDO 
DE TUAS ENCOSTAS 
CASTIGADAS PELA MARESIA SALINA 
DOS TEUS SELETOS BEIJOS
E NUMA ÂNSIA PLENA
CONTIGO FICO INSUSPEITO
NAS MINHAS FÁBULAS E DESEJOS
CANTAROLANDO FELIZ 
A IMENSA PAZ
DA MINHA ALMA VADIA REENCONTRADA

Mariana

Mariana andava

Andava pela rua

Mariana olhava

Olhinhos de lua

Mariana sorria

Linda e toda nua

Seus olhos viam o presente

Seus ouvidos, ouviam o passado

Era sempre sorridente e amava frango assado.

Rua Ourânia 67

Ourânia 67

Minha morada de cor branca
Tem a mim e a parentela
Toda uma historia
A incerteza dos meus dias
E tem alegrias.

Minha morada antiga
Envia minhas preces a DEUS
E não esconde meus pecados
Tem alimento e simplicidade
Amigos ao redor

Minha morada antiga
Abriga a estante nova
Reserva lições de vida
Passado, presente e futuro.

Minha morada antiga
Tem meu quarto úmido
Esconde –me do medo
Acalenta me de paz
Eu tenho o amor dos meus pais

Herói

Herói ,
Meu pai estaria num grau avançado
História única
Sem a tecnologia ou poderes !
Sem educação secular ,
Meu pai grande homem
Retirante sem se retirar
Pernambuco era o seu DN
Apenas rabiscava o próprio nome .
Sem gramaticar os cadernos
Nem literatura ou verbos
Estágio avançado dos super. heróis
Lutou contra monstros em São Paulo
E venceu a todos !
A terra da garoa, prestigiou seu trabalho
Seu amor pelos filhos, esposa
Meu pai, criatura cativante !

Amor

Vasculhei os setores memoriais
E detectei
As velas acesas ainda das indignações passadas ,
O perfume cativante que deixou
Ofegante meu pulmão mecânico
O coração sem graça .
Performance de um homem de lata.
Resgatar de vez o aprendizado de todo amor
Paguei o perdão necessário ?
Perscrutar no setor correto do amor
Se está tudo quitado , se não ...
Apagar o mal cometido a si mesmo .
O que será o grande amor de certo ?
Acredito que o colibri responderá:
Toda mania perfeita de não esquecer a amável flor

Poemas e orações Autora Maria Carmo Borges Maria Borges

 Para o pescador

no mar largo e profundo

O pescador ganha o pão

Mas quando ele se revolta

de ninguém tem compaixão

 

E azul cor do céu

Mas não tem cor a sua água

Ó mar largo porque deixas

No coração tanta mágoa

JANELA DA VIDA ( Poema do livro "LAVRA")

JANELA DA VIDA

 

* link para adquirir o livro:

www.caravanagrupoeditorial.com.br/produto/lavra/

 

extensa

como uma reta contínua

inteira

e derretida

como uma geleira comprida

imersa e contida

no início e fim

dessa medida

imensa

e suspensa

por um fio partido

na origem

e fim

de um mesmo bramido

vencida

mas não rendida

pela presença

de sua

ausência sentida

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