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Dedicado

A Fábula de Bolama

Em memória do meu irmão que partiu....
 
QUANDO NO VAZIO DA VIDA
ME CONTASTE AS TUAS MÁGOAS
SÓ SENTI
EM MEU CORPO
E NAS VEIAS ARDENDO 
O CALOR TÓRRIDO 
DE TUAS ENCOSTAS 
CASTIGADAS PELA MARESIA SALINA 
DOS TEUS SELETOS BEIJOS
E NUMA ÂNSIA PLENA
CONTIGO FICO INSUSPEITO
NAS MINHAS FÁBULAS E DESEJOS
CANTAROLANDO FELIZ 
A IMENSA PAZ
DA MINHA ALMA VADIA REENCONTRADA

Mariana

Mariana andava

Andava pela rua

Mariana olhava

Olhinhos de lua

Mariana sorria

Linda e toda nua

Seus olhos viam o presente

Seus ouvidos, ouviam o passado

Era sempre sorridente e amava frango assado.

Êxtase intangível

- para a Carla
 
Flutuando pela desordem dos silêncios esquecidos aviva-se
O pavio da escuridão e de um lamento fetichista…tão intimista
Rabisca-se com precisão aquela luminescência carente e estilística
 
Num êxtase quase intangível o tempo enlaça-se à solidão masoquista

GONÇALVIANO

E mais uma vez em meus versos
Embarca uma linda normalista!
De colégio normal, uniforme tradicional...
Blusão, sainha em tergal, meião...
Paixão e admiração à primeira vista!
Menina-mulher até se formar...!
O sonho de muitas, um fetiche de alguns

LINDINHA

Todas lá de São Bernardo são assim...?!
São italianas, morenas, mulatas...
São desse jeito, o seu e tão encantador?!
Elas também são lindinhas assim?!
Têm seu 'Borogodó Paulistarum'...
Essa 'coisa interiorana' que eu gosto...

ENLEVO

 

 

 

esperei das horas o encanto

e a estranheza

de uma saudosa presença

que o tempo não pôde malograr

 

favos de Gioconda brandura

pendentes

no colar derramado

de seus cabelos emaranhados

em tom de lúdico devaneio

 

fascínio que perdurou

até que a cortina da noite

me fizesse interpelar:

-à qual de mim pertence

este fortuito enlevo?

 

e desfez-se em sutil alfazema

o hálito expelido

por um sussurro de flor

-dela

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