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Moralmente morto

Cortei meus desejos pulando da janela.
Pingo as lúgubres gotas de uma paixão,
infelizmente afoguei meu amor nela,
e detive quedas por quedas com meu sermão.

Fitaram meu cadavérico moralismo,
enterrado em uma estupidez antiquada,
deram-me o meu velório merecido
soterrando a faca e laminando a alma fraca.

Hoje sou cinzas, um dia fui lilás,
fugi de um mundo cruel e soturno
para uma zona livre de capataz,
ocupada agora pelo meu luto.    
 

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