NA PENUMBRA DA NOITE

NA PENUMBRA DA NOITE

 

No silêncio das noites, sozinha de mim

No cansaço que o meu corpo carrega

Sonhos impossíveis dominam o pensamento

 

Flui em mim a inspiração

Surgem ideias em turbilhão

Que eu tento riscar no caderno de memórias

De folhas amarelecidas, guardado na gaveta

 

Escrevo com alma as palavras faladas baixinho

Num suspiro errante murmúrio calado

 

E na penumbra das noites, neste sossego absurdo de mim

Deixo a mente flutuar, revejo-me em memórias vividas

Embalada no trinar de uma guitarra, que me enleva em nostalgia

No eco do meu pensamento, palavras sentidas, que não ditam rimas nem regras

 

O som do silêncio acolhe as palavras

Envolve-me a poesia…

 

Lurdes Rebelo

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