Concursos

  Quer publicar o seu livro de Poesia? Clique aqui.

  Quer partcipar nas nossas Antologias? Clique aqui.

No Campo de Trigo (Crônica)

 

                                      No Campo de Trigo.                

                                                                                             Crônica.

                                                                                       Guel Brasil.

          Tudo em minha mente estava confuso, e eu não estava conseguindo organizar os meus pensamentos; o frio que estava sentindo trazia calafrios ao meu corpo seminu, e para todas as direções que eu ia, me deparava com uma situação diferente. Ventava muito forte, e isto fazia com que a sensação de frio fosse ainda maior. Não sei como fui parar ali, e pelo que pude perceber, não havia outras pessoas, não onde eu as pudesse ver. O sol parecia uma grande bola de fogo se escondendo no horizonte distante, e seus últimos raios se fazia penetrar no grande campo de trigo, dando um ar bucólico tão lindo, que eu me senti como estando sedado naquele momento.

            Embora fosse adulto, estava me sentindo como um menino, desprotegido e frágil, temendo ser tragado. Os pés de trigo com suas espigas eram bem maiores que eu, e o turvo da noite estava chegando; o vento, soprando forte, tirava diferentes acordes que mais pareciam lobos uivando ali, bem próximo de onde eu estava.

            Eu tentei gritar, mas a minha voz ficou embargada na garganta, aumentando ainda mais o meu desconforto e medo. Medo este que aumentava a cada segundo que passava, onde tudo era vasto, e eu já não tinha mais o controle do tempo.

Olhei para os céus, morada dos deuses, e tudo estava muito azul; com a chegada da escuridão, comecei a vislumbrar as primeiras estrelas, e a lua que estava se mostrando por inteiro, com seu brilho prateado, mudando a cor deste cenário.

Não fui possível eu saber a quanto tempo estava ali; tive fome, tive sede; momento muito ruim pra se pensar em comida e água, momento muito ruim para se pensar em desconforto. Mesmo porque eu estava no seio da terra, que estava preparando seu fruto para o comer de muitos; mas ali naquele momento, suas tetas estavam secas, e eu pude ver que não era tempo de colheita.

Amassei moitas de trigo e me deitei sobre elas, ajeitei o meu corpo na posição fetal, imaginei estando dentro do útero materno, coloquei em ordem todos os meus pensamentos, e acabei dormindo. Dormindo dentro do meu próprio sonho.

 

Género: