Noite de luar encoberto

Numa noite tão obscura e empoeirada,
Almas desoladas fazem casa nos prazeres
Pecadores das velhas ruas de sombrios ruídos
E dramáticos afazeres desgostosos.

Perdido neste inferno tão saboroso,
Inquieto e isolado estou, claustrofóbico,
Já que de tanta gente vagabunda no mundo,
Nenhuma se esforça para entender o vazio.

Mas eis que me vem uma familiaridade,
O olfacto captura uma memória terna,
E no instinto eu atuo, recebendo o presente
De quem decidiu fazer-se alguém a mim.

Minhas visões tornam-se para os céus escuros,
Onde descansam os deuses no seu encoberto enublado
E apaixono-me pela luz noturna que se fez guia,
Que abriu o seu brilho ao meu coração.

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