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O penugento

O penugento

Quando leio o que escreveram os grandes poetas
Sinto-me como um pássaro em penugem
Que assiste tantos voos rasantes e majestosos
E enlouquecem no ninho com vontade de voar

Mas a vontade acaba no primeiro pulo ou poema
No primeiro pulo fora do ninho se esborracha no chão
E no chão fica ao alcance de todos os seus predadores
E no chão vê que é impossível um penugento voar

Um penugento também não vai saber escrever poesias
Só tem penugem e nenhuma pena a sacar contra o papel
Poesia não é tarefa de pássaros, que em si são poesia
É tarefa de homens que sem asas se atrevem a voar

Se o penugento se livrar das cobras do chão
Se o penugento tiver sorte e um pouco de proteção
Poderá um dia escrever nos ares um poema
Contando toda sua imensa imaginação

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Comentários

Belo poema.
Como sempre, é muito bom ler os seus poemas Marcos, é como se estivessemos lendo a nós mesmos!

Meu caro Michel, fico animado com teu comentário, nesta nossa sina de falar aos corações. Recomendo-lhe o filme "O carteiro e o Poeta" (Youtube) sobre o tempo em que Pablo Neruda esteve como refugiado político na Itália. Como disse o Professor Pasquale Cipro Neto é um filme para se assistir de joelhos.
O amigo vai gostar muito. Continuo imensamente agradecido. Abraço