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Penduro a alma no varal

Penduro a alma no varal 



Solto os sentidos

onde perco a noção

do espaço 

do tempo
neste avesso
a minha melhor parte.
Nesta vida de baloiço
Avanços, recuos
minutos estagnados
Nem para a frente
nem para trás
Balanços em vão
Onde ninguém estende a mão
Sinto o vento no rosto
A embalar o cansaço 
Desequilíbrio.
Nesta corda bamba
Tanto estamos no auge 
Como em seguida inclinados
Mas devemos enfrentar.
continuar a balançar
Soltar os ruídos ao vento
para que leve 
o descontentamento
É deixar a alma gritar 
E ela grita !!
Porque mesmo que não te escreva
Eu sinto-te !!
E é neste sentir dilacerado
em cada recanto de mim
Vou enxugando
um dia de cada vez
e de cada vez eu vivo
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E se recordar é viver !!!
Então ainda estou viva.
mesmo com a alma estendida
No varal da minha vida.

Carla Tavares

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