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Pobreza

A riqueza compra minha pobreza,
Acaso ofertem ao nobre lorde,
Vendido à destreza da beleza
Soltado à fenda plácida morte.
 
Inflacionei o rublo da minha'alma.
Ao Diabo joguei minha renda,
Exauri o valor da ínfima calma
E extenuei a miserável vida horrenda.

Não me disseram o penoso preço,
O arrombo nesta conta bancária.
Se para o inferno pagarei: empobreço.

Uma piada sem graça, ele ria.
Ó céus, arcanjos que penhoraram
Dos demônios que me abandonaram.

 

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