Poema sem nome

És tanto, e achas-te tão pouco,

Dás-me tão pouco, e acho-te tanto.

Evita o engano que o teu valor é outro,

Enquanto que eu louco me vou evitando.

 

Mas quanto preciso de dar?

Quando irei receber?

Será em vão tentar-te olhar?

Quando não me queres ver?

 

Não te vejas nesse espelho

Tão comum, todos iguais.

Pudesses ver o que eu vejo.

E verias que és mais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários

Poema com muito sentimento :) Muito bonito!