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Porta fechada

Porta grande fechada por dentro
da sala da vida que foge de mim
A mesa redonda de jarra ao centro
E o cheiro seco outrora jasmim

E a outra sorte ficou lá dentro
o coração louco no outro lado
Sala negra que encerra o monstro
bateu forte em final anunciado

Janelas fechadas de sonhos opacos
deixam passar fluidos de saudade
guardaram lagrimas dos olhos secos
em caixas vazias da continuidade

Para lá da porta um relogio de parede
tic-tac, compassa o tempo sem fim
mata o tonto monstro que lhe pede
a chave da sala e o cheiro do jasmim

Velho, velho que ergue a jarra vazia
morre sozinho no outro lado da sala
fluidos secos cavam na luz do dia
jaz a mesa redonda inerte na vala

E a porta que se abre ao entardecer
o rangido adormecido acorda enfim
já tarde não há ali ninguem para ver
outra sorte teria se não fosse assim.

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