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as portas que Abril abriu

As portas que abril abriu,
Aos poucos vão-se fechando.
O que em Abril se aplaudiu,
Agora se vai chorando
E o povo que foi unido
E jamais seria vencido,
É povo que que rescindiu
É povo que vai deixando
Amordaçar-lhe os direitos
Legados pelos capitães,
Aos seus pais e suas mães.

O soldado, o capitão,
Na tumba estão revoltos,
Os plebeus têm na mão
Os votos em papeis soltos,
Votam alegres, absortos
No partido do patrão.

Vai-se a galope o dinheiro
Com a justiça absorta,
O patrão e o banqueiro
Político, não importa,
Em actos que são banais
Levam o produto roubado
Aos paraísos fiscais.
Até já parece moda
E o povo que se foda.

Acorda povo. Desperta
Da letargia embalado,
Ainda há uma porta aberta
Num abril ressuscitado.
Vai conquistar pela mão
Aquilo que foi roubado
Pela mão da reação,
Do esclavagista embuçado
Que pode ser teu patrão.

O soldado, o capitão,
Dizem na tumba revoltos,
Ao povo que tem na mão
Os votos em papeis soltos: -
Vota em ti, não no patrão,
Não nos partidos da moda
E diz com convicção
O bicho papão que se foda.

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