POVO SOFRIDO

Vejo tanta gente, sofrer em torna de uma causa.
Perdidos nesta vida, sem ter lugar para uma pausa.
E tu, caminhas sem saber por onde caminhar.
Caminhas a saber que já não tens lugar,
lugar para ficar, lugar para agasalhar.
Não tens um lar, a rua é tua.
Cabe-te a ti encontrar,
um lugar para relaxar.
Mas estou ciente, o povo está dormente.
Vive uma vida iludida, deixada de lado, esquecida.
Não existe pelo que lutar, também não existe guita.
Não existe o que comer nas ruas da cidade invicta.
O frio, arrefece aquela alma, daquele que grita
e ninguém cala, porque a chuva não acalma.
não existe ninguém para consertá-la.
Tento seguir caminho, mas estou desiludida.
Vejo o meu pai, a minha mãe, fazem-se à vida.
É preciso pagar casa, carro e comida.
Queria fazer um mealheiro, assegurar um futuro verdadeiro.
Mas na faculdade, só entra quem tem dinheiro.

Povo, o povo é a nação unida.
Juntos numa causa, lutar
até alcançar o cume da colina.
Estamos fartos, carregamos fardos.
De roubos nunca tratados.
Nós não somos os culpados.

Realidade pura, amargura patente.
Nos olhos de tanta gente.
Gente que chora, não tem saída.
Tem que entregar a casa, no colo uma filha.
Na mochila transporta a dor,
do marido que trabalhou com amor.
Despedido após todo o suor.
Sem ter o que comer, sítio onde trabalhar.
Fazem-se à vida, começam a roubar.
Para se alimentar, a rua vira armadilha.
Fico fodida, a pensar nessas vidas.
Pessoas contidas num sistema, repercutidas.
Afastadas, culpadas pelos erros que não tomaram.
A culpa é do governo, eles é que nos mataram.
Aos poucos se aproveitaram, deitaram o povo nas cinzas,
fogo que eles incendiaram e ainda não apagaram.
A chama está acesa, vai ardendo aos poucos.
Pessoas morrem, outros tornam-se loucos.
Muitos ouvem, mas parecem todos moucos.
Com tanta dor, sem amor, tanto grito a pedir por favor.
Em pleno clamor, o povo sofredor, faz de tudo
para acabar com este tempo aterrorizador.

Povo, o povo é a nação unida.
Juntos numa causa, lutar
até alcançar o cume da colina.
Estamos fartos, carregamos fardos.
De roubos nunca tratados.
Nós não somos os culpados.

Bando de cobardes, ladrões e pugilistas.
A culpa é dos ministros e ministras.
Fica atenta sra. Assunção Cristas.
Terras abandonadas, deviam de ser plantadas.
Restauradas, manufacturadas, dadas.
Sr. Paulo Macedo, tanta gente morre de medo.
"Deixa morrer", gritas tu, que tens poder.
Faz um favor ao povo, cede o lugar
à tanta gente a querer e saber fazer.
Sr. Nuno crato, podes ser professor catedrático.
Mas sobre a vida, vives no anonimato.
Fazes dos jovens, peças de artesanato.
E os professores, personagens de teatro.
Não me admirava se aparecesses assassinado.
Aos milhares de pessoas que tens matado.
Perde o lugar o candidato, que corre para o futuro,
como corre num campeonato.

 

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Comentários

É uma realidade! Precisamos socorro urgente!

Parabéns!

Olha que bom ficou assim! 

Obrigada pela a atenção!

Abraços e beijo no coração!

PASMADA, ARREPIADA, ESTOU EM VER TUDO AQUI RELATADO!

VIVENCIANDO UM MUNDO ILUTADO!

Obrigado amiga, realmente é uma realidade inexplicável que tendemos a viver e que apenas nos entregamos. 

Ao menos ainda vivemos com a poesia para descansar as almas.

Beijinhos, e obrigado pelas apreciações. 

Foi o poema mais realista que vi aqui!

Tenho imensa admiração por ti!!!

Abraços minha linda!!!