Primavera

Hoje sonhei com uma quimera.

As cores da morte são nuas como minha alma.

O som que ecoa só pode ser sentido em minha pele.

Todos os olhares condolentes me matam junto com quem se foi.

 

Eu preciso de um lugar para me ajoelhar.

Eu quero voltar a ser pequeno,

Tão quanto as flores ao redor do seu túmulo.

Eu tenho medo do meu nome.

O vento sussurra nomes estranhos

E receio que o seu esteja nele.

 

Hoje sonhei com uma quimera.

Minhas iniciais estavam em seus olhos.

Estávamos tentando não se assassinar.

Ambos queríamos morrer.

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Comentários

Parabens pela inspiração numa Primavera

que se avista ecoando nas ruelas

deste velho mundo

Bem haja

FC