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Rejeitado

Hoje pego na lapiseira
Para falar da minha miséria
Isto não é brincadeira
É também um facto de uma mulher zungueira
 
Só um ser rejeitado
Sinto-me ligeiramente abandonado
Como aquele que sofre com sentimento e silêncio calado
meus estudos não valem nada
Quando olham para mim dizem que sou um nada
Sou aquele que nada aonde o mar não passa
 
Estou sempre a esquerda
Não consigo me endireitar
Só faço asneira
Não tenho nenhuma carreira
O meu destino é sempre estreito
quanto ao da amiga Vera
A covera que um dia vos disse o que não disse
 
Só um zé ninguém
Um escravo da vida e do destino também
Só um desgraçado
Sem paz no interior estou sempre encomodado
Meus amigos só me dizem dizem cuidado
Nunca estou em bom estado
Eu sou mesmo um fraco
 
 
Estou cada dia pior
Por quê está dor
Oooh! Que horror
Pareço-me a um filme de terror
 
Só um livro sem capítulo
ninguém consegue consultar porque não tem título
tudo em mim é ridículo
quem sou eu, que nem sabe o que um vesículo
 
Vivo na rua
A minha vida não é igual a tua
Sou tudo atoa
Que nem a covid e o teste zaragatoa
 
Mas sentarei na esperança, esperançoso
Que haverá um dia que me sentirei orgulhoso
 Toda minha dor desaparecerá
E a paz permenecerá
 
Valdemar Marcelo
"O poeta das Neves"

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