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A rosa e o poeta

 

Deus ordenou que a beleza
Se espalhasse pelo chão
E que fosse dado a todos
O prazer dessa visão.
 
A natureza de pronto
Misturou todas as cores
E cobriu a terra em flores
Colorindo a imensidão.
 
Superou-se a cada dia
Na beleza em criação
A natureza em serviço
Pra chegar à perfeição.
 
Fez tulipas, margaridas.
Umas raras outras não
Muitos tipos, muitas cores.
Perfumes sem dimensão.
 
Até que um dia a natureza
No auge da inspiração
Fez a rosa que encanta
Na beleza e na canção.
 
Deus sorriu agradecendo
A natureza que criou
Das belezas dessa terra
A mais bela que brotou.
 
Deus ainda insatisfeito
Quis completa perfeição
Que o que encantasse os olhos
Atingisse o coração.
 
Pensou ele muito tempo
Pra encontrar a solução
E achou que era preciso
Recriar a criação.
 
Como um diamante bruto
Que arrancado do chão
Precisa ser lapidado
Pra chegar à perfeição.
 
Deus pegou o homem puro
E tocou-lhe o coração
Lapidou o que era bruto
E expandiu-lhe a emoção.
 
Deu-lhe sensibilidade
Pra descrever com palavras
A beleza e o sentimento
De tudo que vislumbrava.
 
Como a rosa encanta os olhos
E nos mostra a perfeição
Deus criou o poeta
Pra encantar o coração.
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