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Sem resposta

Não me respondes, quando eu te chamo

Ainda que aflita seja a minha voz

A morrer da dor que provocamos nós

Deixas-me aqui, só e abandonado

 

Não foi esta a imagem com que sonhamos!

Vagas de tristeza e ondas de solidão

Afogam-me no mar desta condição

Em que só eu vivo e que nós criamos

 

Porque me queres aqui triste e desabrigado!

Para sempre náufrago perpétuo e condenado

Em dor consumido e neste atropelo

 

Sem a tua imagem, com que tenho sonhado

Mais valera que me tivesses afogado

Do que viver para sempre neste pesadelo!

 

JAMOR

 

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