Sozinha

 

SOZINHA

A porta meio fechada,

Uma esperança estúpida brinca com o pensamento.

O que não quer pensar, mas é inevitável.

Em sua cabeça, pensa talvez o impossível

Mas o amor não sai, não vai

Ele dramatiza os dias, cheirando a bebida

Seus olhos se encontram novamente; ele com outros como ele...

Ela, irremediavelmente, sozinha...
Ele iludido sem pensar, sem desejo de cura

Ela diz para si mesma; é o amor

Mas com lágrimas que correm no rosto. 
Mais uma vez ela ficou sem maquilhagem, hoje em público, ao contrário de outras ocasiões... não importava se olhava o mundo chorando por o que queria e não conseguia, dramatiza o dia em seus olhos e ele com outros... e ela, irremediavelmente, sozinha ... ou na rua, e ele sem ninguém, cheirando a álcool ... Esperando por ela. 

 
PFernandes
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