Trajetória

No princípio, um precipício

De onde eu estava, escuro

Confortável e quente

Fui expulso,

Fui exposto.

 

Era inquilino,

Era parasita

Era um existir, tive de vir a ser

 

Do precipício

Veio a luz

Então o ar e o som

E a agonia de então

 

Ser proprietário,

Ser hospedeiro

Sempre ter de ser

 

No meio, um labirinto

Multiforme, malformado

De onde eu estava, penumbroso

Confortável e fresco,

Fui expulso,

Fui exposto.

 

Era inquilino,

Era parasita

Era um esboço, tive de me projetar.

 

Do labirinto

Veio a chama

Então o fôlego e a música

E o desespero de então

 

Ser empregado,

Ser companheiro

Sempre ter de ser

 

No fim…

Não sei do fim,

Não sei de nada

E ninguém realmente quer saber

Ser… é só o que importa.

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