Trajetória
Autor: Rodrigo Dias on Wednesday, 29 April 2026
No princípio, um precipício
De onde eu estava, escuro
Confortável e quente
Fui expulso,
Fui exposto.
Era inquilino,
Era parasita
Era um existir, tive de vir a ser
Do precipício
Veio a luz
Então o ar e o som
E a agonia de então
Ser proprietário,
Ser hospedeiro
Sempre ter de ser
No meio, um labirinto
Multiforme, malformado
De onde eu estava, penumbroso
Confortável e fresco,
Fui expulso,
Fui exposto.
Era inquilino,
Era parasita
Era um esboço, tive de me projetar.
Do labirinto
Veio a chama
Então o fôlego e a música
E o desespero de então
Ser empregado,
Ser companheiro
Sempre ter de ser
No fim…
Não sei do fim,
Não sei de nada
E ninguém realmente quer saber
Ser… é só o que importa.
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