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Vae Victoribus

A ilusão de ser milionário,
Quanto tempo gastando,
Imaginação de itinerário,
Queria postergar bastando.

Mas, proletário eu sou,
Conduzo minha ferrovia,
Fujo da trilha que ficou
E embargo na mixaria.

O sol cansa o pobre,
Congela a mente do rico.
Esquece, não passo fome.
Por que devo ser rico?
Não quero me decompor,
Nem dar grão no bico,
Pro burguês, sou condor.

Tudo isso é ególatra.
O liberalismo quer mentira,
Enquanto eu morro alcoólatra,
Achando que posso ser rica:

De mente, corpo ou espírito
Esqueceram que vou cobrar
E um dia, o fraco irá te assoprar
Do assombro paraíso de martírio.

 

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