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Fantasia

FRAGMENTOS - ALQUIMIA IV

FRAGMENTOS - ALQUIMIA - IV

Alopatia da cura, nos segredos do universo.
Transgride o tempo da harmonia,
aos astros me exponho,
na alucinante viagem do verso.
Rasgam-se as estrelas, faz-se dia,
meus fragmentos de sonho,
varrem-se nas memórias,
apagando a chama.
Na palavra se segrega a voz,
do lamento da tua queixa,
selando de mármore e fogo
os elos da ignomínia de quem ama,
perpetuando no infinito o jogo,
que tudo almeja e nada deixa.

FRAGMENTOS - ALQUIMIA II

FRAGMENTOS - ALQUIMIA - II

Batem asas de anjos nos meus ouvidos,
sinto na minha pele
o aroma do teu perfume.
Sinto na minha,
a tua boca rosa de lume,
estrebuchando a alma,
despertando os sentidos.

Transformo os sonhos
de tormentos e dor,
reinvento-te por entre o tempo perdido,
apagando o fogo,
em lagrimas de amor,
moldando o meu desejo ao imaginário
dou-te a forma do caminho percorrido.

FRAGMENTOS - ALQUIMIA I

FRAGMENTOS - ALQUIMIA - I

Corro em volta do pensamento,
porfiando um amor
que em mim se fechou.
E nele ecoam as vozes
que o tempo calou,
afogadas na mordaça
do pântano do lamento.

Por águas paradas,
turvas em cinzenta espuma,
um derradeiro olhar
por entre tumultos,
percorro o pântano sem te achar,
na espiral de vultos
que levitam na bruma.

Cerre os olhos pelo tempo fora,
sabendo que vou te encontrar,
aqui, ou ali em alguma hora,
hoje, amanhã em qualquer lugar.

FRAGMENTOS - NOITE DE ESPIRITOS II

FRAGMENTOS - NOITE DE ESPIRITOS - II

Onde estás? Por céu, por mar e terra de procuro
porque me abandonaste e me enches de solidão
só apenas me resta as tuas histórias de perjuro
e o bruar do eco da voz, que ecoa na imensidão
uma voz doida, que chora, que grita, que clama
rouca e fraca, por chamar por quem ama.

FRAGMENTOS - POESIA III

FRAGMENTOS – POESIA - III

Escorre-me tinta das narinas e na boca,
cavalguei na ironia, explodi na certeza,
mastiguei fragmento de poesia louca,
persegui os sonhos, reacendendo a chama,
fui uma árvore, com frutos de tristeza,
com folhas murchadas de chorar o que ama.
Retalhos da vida, a minha alma é água fria,
que vai correndo saída no leito da desilusão,
dorida, cai gota-a-gota por tristes fins de dia.

FRAGMENTOS - POESIA II

FRAGMENTOS – POESIA - II

Vasculho na inercia a soberba, fútil e ingrata
esmagando num sifão, o grão da alquimia,
mesclado num tempo que não tem hora,
perdura os amores e dores que me afundo,
aguardando a hora de morrer.
Em vácuo eterno me esvaio disperso,
como o alento final d'um moribundo,
momento jucundo! Queira a morte aparecer
eu aguardo, como o último suspiro do universo.

FRAGMENTOS - Poesia I

FRAGMENTOS - POESIA - I

Fragmentos de poesia,
grito de alma, triste e atormentado,
oprimido, na coletânea de silêncios
que se amontoam no mundo da utopia.
Silva no ar, um ronco prolongado,
ponte de tédio do ontem e do agora,
martelando frases numa obra abstrata,
enigmática sem rosto, decantada na magia
mensagem de fantasia, vandalizada e jogada fora

Utilizada, caída, esquecida debota no tempo,
como suspiros que jazem no chão da noite,
esmagadas no interlúdio ignóbil do pensamento.

João Murty

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