Tradescantia
Autor: Rodrigo Dias on Monday, 8 July 2019Ninguém há de me roubar a graça!
O riso que provoco,
Discreto, involuntário, desapercebido;
Minha insólita existência de pura simplicidade.
Cresço selvagem,
Desafio a ordem,
Esgueiro-me nos espaços
E imponho minha vontade!
Que os ventos me quebrem!
- Sim, sou frágil…
Torno a existir, não me importo.
Me apego à raiz e floresço assim mesmo.
E, se não a tiver,
Invento, não me incomodo!
Zombo do que deveria ser tristeza;
Não me atenho a pequenezas…