Prosa Poética
De tanto adiar
cada letra refugiada
em mim
despoletei uma repentina
onda de versos faustos
tragando toda a faminta
noite que se esgueira
extinta
a cada resposta adiada
no tempo que nos algema
tanto tempo
liberta e cada eco requinta
TROVAS SOBRE CACHAÇA 3
Autor: Madalena on Thursday, 12 November 2015TROVAS SOBRE CACHAÇA 3
Sem cachaça não fico A
me chama para beber B
Vou chamar meu bem querer B
Vamos tomar no bico. A
Quando bebo cachaça A
faço uma ruaça A
Não vem querer impedir B
Se falar eu vou sair. B
Autora: Madalena Cordeiro...
Longe da vista...
Autor: Frederico De Castro on Friday, 6 November 2015
Somente existe um vazio
quando deixamos de preencher
todo breve instante
que espreita
à coca dos nossos seres
apressando-se iminentes
rumo a cada enamorado
tempo atrevido
onde nos vinculamos vagabundeando
à mercê da vida tão apetecida
e reconfortante
Fechar os olhos
Autor: IsabellaSantorini on Friday, 6 November 2015Somente peço duas coisas,
quero acordar e adormecer,
não peço muito, bem sei,
mas tira me o sono não saber se vou acordar,
ou se acordada voltarei a adormecer
não passa de delírios ingénuos, idiotice talvez,
mas queria tanto ter a certeza que depois de adormecer vou acordar,
nem que seja para dormir mais descansada por saber,
que ao acordar voltarei serenamente a adormecer...e a talvez sonhar...
com a certeza de acordar para voltar a adormecer.
Desejo eterno, bem sei...
Lençóis de luar
Autor: Frederico De Castro on Thursday, 5 November 2015
Ser poeta
destro nas palavras
decifrando a coragem
corporeamente fogosa
falando em minhas memórias
imaturas
na rasura do tempo incrustado
no palco de todas as efemérides
despidas de desejos
pintados na raiz de cada velatura
Ser fúria
exposta em cada enrredo
RIR NO TEMPO DO BOCAGE
Autor: Carlos Alberto ... on Friday, 23 October 2015Despojos do dia
Autor: Frederico De Castro on Wednesday, 21 October 2015
É este todo meu
aceno cordial deixado
ali gotejando pouco
a pouco
uma ténue e desesperada
recordação inscrita
numa alma morrendo
debilitada
É este o sentir
da alma em soerguimento
onde nos exilamos
resvalando poesia quase
Que me faças voltar à vida e que me leves ao teu céu…
Autor: António Cardoso on Tuesday, 20 October 2015O BARQUINHO SOLITÁRIO
Autor: Carlos Alberto ... on Tuesday, 20 October 2015Nos confins do tempos
Autor: Frederico De Castro on Friday, 9 October 2015
Ando só
em busca do tempo
que uma simples hora
me recorda
Ando ao longo deste
caminho, caminhando
percorrendo-me enfim
até aos confins do tempo
onde por fim me encontro
Perto de tudo
no fim de nada, sem escaramuças
ou palavras hostis


