A Se ?

A se ?

 

Se eu fosse marinheiro, eu singraria os mares e atracaria em porto estrangeiro, beberia vinho tinto nas tabernas portuárias. –

 

Se eu fosse aviador, eu transporia as cordilheiras para voar junto a um Condor, pousaria suavemente no rio negro, no meio da Amazônia. –

 

Se eu fosse mergulhador, eu vasculharia o fundo oceânico da Antártida no atlântico Sul, em busca da mais Linda pérola. –

 

Se eu fosse astronauta, eu contornaria a lua em direção as estrelas, e nos anéis de Saturno fincaria a minha base. –

 

Hoje sou incompleto

Hoje sou incompleto,
Repleto de espaços em branco
E preenchido por um indiscreto
Eu mais brando.
Não sei se sou eu,
Mas sinto-me e penso-me
Como se fosse;
Não sei se a vida em mim morreu,
Mas já não lhe ouço ou sinto a tosse.

Dou por mim
a vasculhar nos cantos da memória,
Enquanto ouço o oceano bater.
Procuro mil histórias,
As que vivi e perdi
Por não as ter;
Por não haver
Senão palavras imaginadas,
histórias forçadas
Por imaginações ainda embriagadas...

A natureza é sábia

A natureza é sábia

 

Pode-se quase tudo questionar

Mas não a sapiência da natureza.

Basta a ela atentamente observar

Os seres, as vidas, a rara beleza.

 

Um fato que chama a atenção

É que o jovem não tem sabedoria.

O idoso a tem, mas não tem a disposição,

Vigor corporal, a virilidade e a energia.

 

Deve ser perigosa a combinação

Do vigor corporal com a sabedoria.

Por isso a natureza faz esta separação

Para poder preservar a harmonia.

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