Em Busca da Sabedoria

Acordo de meu sono eterno
Dois mil anos e não lembro de nada.
Dois mil anos contados depois de Jesus
Mas aqui estou, de corpo alma e gravata.
Isto aqui é real! Isto aqui do agora carnal
Sei que nada sou como a nada cheguei.
Nada mudou como nada sei...
Sua verdade absoluta cá para mim é opinião.
O poder corrompeu-se em vidas passadas
E das vezes que morri não lembro de nada.
Mas tenho aqui minha jornada.

Vida

A vida é uma passagem.
A vida é uma história.
A vida é uma vantagem
A vida é transitória...
 
A vida é paisagem.
Que embeleza os campos e mares
Por onde andamos enquanto nos percorrem os anos...
- Por quantos dias?
Ninguém o sabe.
É que à vida tudo cabe...
 
A vida é uma viagem.
A vida é uma lembrança.
(Lembra-te quando criança?)
Quando a vida era esperança

Cada

Cada momento, cada moinho.
Por cada vento uma brisa se vai.
Qual fosse o tormento ou o gole de vinho
Seria um bom tempo e traria a paz...
 
Cada momento um tambor sozinho
Que bate grave e não volta jamais.
E se disfarçando de um falso ninho
Por quem mais se ama e se satisfaz.
 
Cada momento (cada espinho)
Que testa o limite do sonho que traz
Denota o erro em cada mansinho
De cada relento, de cada capaz!

Os Primeiros Anos!

Uma tarde livre.
O sol fúlgido e grave
Mas o sol feliz.
Amigos para sempre! Grave...
Eu fui feliz.
 
Ah! Os meus primeiros anos
Canduras e travessuras
Marquei meu corpo em lanhos
Caramba! 
Asas longas, dia longo...
Em tudo se achava o brilho.
O trilho;
O tombo;
O vento; e um canto.
Comprazer e com encanto!
 
E no tempo que haveria de vir

Tristeza (A Masmorra Imaginária...)

A tristeza é um castelo de pedras
De onde só se é possível enxergar
Pela finíssima fenda das seteiras.
Cercado de relvas
E ruínas certeiras...
Armário sem portas
Uma flecha para o céu!...
Armário de madeira
Isola-se o homem
Sem eira nem beira...
 
A Tristeza iça as pontes;
Seca o fosso;
Ocupa de vazio
E de frio sem fogueira.
 
08 . 05 . 2014

Sentimentos de Borboleta

O dia de sol espetacular preparatório
Que vinha de mãos dadas
Precípuo com cada destino
Escrito no mais alto dos escritórios!...
Pelo mais pequeno dos meninos...
Junto à uma porção de velhos retratos
E nos velhos retratos, as suas nódoas
Laivos fragmentados, combinados
À imaginação fantasiosa
Família reunida em fotografias... 
(Verdadeiras)
É pois, a alegria mais antiga e pura de se vivenciar...
 

O Rosto Das Mil Poesias!

Lá ia o rosto das mil poesias
 
Pés descalços sob a areia da praia
De ondas vazias...
O seu pensar estava fixo nos planos.
Andando consigo, um vento enturvado
A onda vazia
Era longe da cidade
E do agitamento coletivo da agonia...
 
Sentia gelar cada passo em que se abastecia!
Os dava enquanto fumava o seu cigarro verde
Descampado...
Ali, fazia e acontecia! 
Tanto! que nem ao menos notava

O Âmago

Toda a fauna e flora que por aqui convive!
Do carboidrato às substâncias químicas, cada átomo...
(Átomos: Eis que milhões deles criam um homem apto.)
 
Quanto à esta dúvida:
Respondido?
Perguntado!
 
Poluíndo lindos verdes em puro lixo, o homem
Com todo o seu âmago mal-informado!
Faltando-lhe sempre amor e uma pitadinha de sal
Sal para que o homem abandone 
Esse seu jogo estúpido e animal.

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