Olhar de Mongol
Autor: Renato Laia on Tuesday, 22 July 2014(Ou a queca que nunca dei)
Amizade
Autor: Renato Laia on Tuesday, 22 July 2014Sabemos que temos um amigo quando estamos com alguém e, embora não tenhamos assunto para falar, o silêncio que se gera não incomoda, mas é na verdade íntimo, fraterno, confortavelmente relaxante e apaziguador.
Peso Morto
Autor: Renato Laia on Tuesday, 22 July 2014Há dias em que
mais valia
cair
morto.
Para
não mais
levantar.
Mas não tenho
onde possa
tombar
morto,
Onde possa
enfim
deitar.
o acto
Autor: arresiur on Tuesday, 22 July 2014Fictícia Liberdade
Autor: Maria Miguel Diegues on Tuesday, 22 July 2014Estou preso.
Sei que em liberdade
Mas uma tão triste
Que, vinda p'ra ficar persiste
Em me camuflar a verdade.
Que seja então ignorante
Esta não longa passagem,
Seja somente relevante
De todas, a minha melhor miragem.
Porque não sei o que sou
Nem prevejo quem quererei
Persigo o passado que passou
De vida real que abdiquei.
E é isto, do tudo, o que sei
Acerca deste fracasso
Que outrora foi rei.
E no dia em que menos viva
O assombro desta passagem
Amo demais as minhas palavras!
Autor: Ezequiel Franci... on Tuesday, 22 July 2014Amo demais as minhas palavras!
O poema ri-me na cara!
Solto-o ao vento da madrugada
e limpo a cara molhada
A tua doce sedução
Autor: Ezequiel Franci... on Tuesday, 22 July 2014A tua doce sedução
Sussurro-te apaixonado ao ouvido
Ah! Se eu fosse de verdade…
Autor: Ezequiel Franci... on Tuesday, 22 July 2014Ah! Se eu fosse de verdade…
Se eu, de facto, fosse, poeta de verdade
Escreveria sobre a minha épica gente
Gritaria a todo o mundo, grandemente
Tudo aquilo que em mim choro de saudade
Diálogo com Fernando Pessoa
Autor: Paulo de Jesus on Tuesday, 22 July 2014Diálogo com Fernando Pessoa
Mote
Quanto do sal que há no mar
São lágrimas de Portugal?
Voltas
Pessoa li o teu versar
Da quantidade de sal
Que há nas águas do mar.
Um pouco era natural
Um pouco era lacrimejar
Era dor, saudade e tal.
Quanto do sal que há no mar
São lágrimas de Portugal?
Porque é preciso lembrar
Do negro a chorar na nau.
Da viúva em pranto a fitar
Seu homem arrancado do local.
Podemos então concordar
Nesta questão crucial