"Fragmentos - Duetos -" de João Murty
Autor: josé João Murti... on Thursday, 3 July 2014Hoje, à semelhança de dias anormais
Autor: Rui Correia on Thursday, 3 July 2014Hoje, à semelhança de dias anormais,
não estou inclinado a escrever sobre o amor.
Ele inclinou-me de mais,
uma vida toda; e nem uma flor.
Hoje, inclinado, apetece-me olhar a natureza.
Verificar a quantidade de desprezo, por vezes, maldade,
e, ainda assim, admirar que continua mostrando beleza,
a já saudade Natureza.
Quão admirável?
Quão inspirante?
Pena o sentimento ser inigualável
pelo seu habitante errante.
Tu serás sempre fiel?
Autor: fernanda r. mesquita on Thursday, 3 July 2014Epístola - 17
Autor: Enide Santos on Thursday, 3 July 2014Fragmentos de mim
Eu te amo com toda a força de minha vida.
Eu te amo muito, não sei por que, não sei até quando só sei que amo.
Não sei o que faço sozinha aqui com todos estes sentimentos,
com todos estes ecos de palavras ditas apenas pelos pensamentos.
Não sei o que faço com está saudade que nunca se acaba.
Com este silêncio que chora, que lê, vive e quer morrer.
Já acordo sepultando vontades, derramado dentro do peito coragens.
Eu te sinto tão triste, mudo, submisso. E nada sei fazer para cuidar de você.
last night
Autor: arresiur on Tuesday, 1 July 2014tristeza
Autor: arresiur on Tuesday, 1 July 2014Escrevendo a saudade
Autor: Rui Correia on Tuesday, 1 July 2014Sinto necessidade de escrever,
como tenho necessidade do acto involuntário de respirar.
Começo por ver, depois olhar, depois olho para ver
o que não me mostra o olhar,
enquanto inspiro palavras eleitas
e expiro frases feitas.
Olho o vazio, com aquele olhar cego e langue, pensativo,
de estar olhando lugar nenhum.
Um vazio emotivo que se expande
à medida que diminui a presença corporal
e aumenta o jejum da mesma presença real.
DESTERRADO
Autor: Milena Dias on Monday, 30 June 2014DESTERRADO!
Sentou-se junto ao rio, tristemente...
Olhar vago. Semblante pensativo...
Perscrutavo o longínquo firmamento
Ansiando do céu um incentivo.
Que mágoa sentirá que o consome ?
Que esconde sob o olhar angustiado ?
Não terá um amor que o console ?
Terá sido por ele abandonado !?
No silêncio, seu grito era audível !
Quis comungar com ele seu sofrer ,
Atenuar-lhe a mágoa ...o doer !
Correrá atrás d'um pouso fiável ?
Ou s'enredou na teia que teceu ?


