tristeza
Autor: arresiur on Tuesday, 1 July 2014Escrevendo a saudade
Autor: Rui Correia on Tuesday, 1 July 2014Sinto necessidade de escrever,
como tenho necessidade do acto involuntário de respirar.
Começo por ver, depois olhar, depois olho para ver
o que não me mostra o olhar,
enquanto inspiro palavras eleitas
e expiro frases feitas.
Olho o vazio, com aquele olhar cego e langue, pensativo,
de estar olhando lugar nenhum.
Um vazio emotivo que se expande
à medida que diminui a presença corporal
e aumenta o jejum da mesma presença real.
DESTERRADO
Autor: Milena Dias on Monday, 30 June 2014DESTERRADO!
Sentou-se junto ao rio, tristemente...
Olhar vago. Semblante pensativo...
Perscrutavo o longínquo firmamento
Ansiando do céu um incentivo.
Que mágoa sentirá que o consome ?
Que esconde sob o olhar angustiado ?
Não terá um amor que o console ?
Terá sido por ele abandonado !?
No silêncio, seu grito era audível !
Quis comungar com ele seu sofrer ,
Atenuar-lhe a mágoa ...o doer !
Correrá atrás d'um pouso fiável ?
Ou s'enredou na teia que teceu ?
Constelação
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014A minha Lisboa
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Meditação
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Alice no País das Maravilhas
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Despedida
Autor: carlos gaspar on Monday, 30 June 2014Despedida
Vem sentar-te comigo ao entardecer
Sentir as metáforas moribundas de um peito aberto
Rasga de mim o rascunho desbotado da lágrima
...erradia de mim um verso...ébrio...
...uma melodia crepuscular...
Retira de mim toda a ternura que nunca escrevi
Bebe dos meus olhos , o sal que o mar não tem
O diluvio serenado em silêncio ...
CACHOEIRA
Autor: ALEXANDRE CAMPANHOLA on Sunday, 29 June 2014Sobre o frio dorso de pedra,
Qual da musa a pele lisa
Seu influxo quando medra
Tão veloz ele desliza,
E sua lampeira queda
Nas torrentes alguém frisa.
De colossal formosura
Ela exibe a cabeleira,
Um manto cuja ternura
É mágica e feiticeira!
Mais parece uma moldura
Da beleza derradeira.
Vem de longe, mui distante
Este sangue transparente,
Que correndo qual infante,
Rastejando qual serpente
Lança o voo delirante
E despenha decadente.