Como te quero

E se te quero por uns minutos,

Será que mataria minha sede

Dos seus encantos?

 

Vejo-me no aperto do

Seu abraço e logo

Me despedaço ao

Sentir sua respiração.

 

Não sei se isso é

Paixão, só sei que sonho

Com o seu calor a me envenenar

E se te quero e por que

Te quero, tão logo

Venha me abraçar.

 

Quero sua face envolta

Da minha, quero seu corpo

Colado ao meu, para assim

Poder dizer, eu só sei viver

Com você...

 

Sabe o que é estar feliz com quase nada?

Pois bem. - Acabo de lançar meu primeiro livro de contos e crônicas, que inclusive estará na FLIPORTO em novembro deste ano. No momento só se pode comprar o livro via internet diretamente no website da editora. Sinceramente meu objetivo enquanto escritor já foi atingido, pois, acabo de saber que três pessoas no Japão compraram o meu livro via Internet. Ou seja, três pessoas do outro lado do mundo compraram o meu livro. Isto pra mim foi o máximo, era só isso o que eu queria. Claro que eu não sei quem são essas pessoas.

Natureza

Sinto-me a erguer,
Na esperança de te ver...
O meu coração sobressaltado,
Pelo meu mundo à natureza enlaçado...

Tenho vagamente uma certeza
De que toda esta riqueza,
Um dia regressa inconsolável
Com toda a sua beleza amável...

Todo o seu poder titânico
Controlado por alguém sádico
Cambaleia na sua garganta
Neste grito que me encanta...

Hoje, à semelhança de dias anormais

Hoje, à semelhança de dias anormais,
não estou inclinado a escrever sobre o amor.
Ele inclinou-me de mais,
uma vida toda; e nem uma flor.

Hoje, inclinado, apetece-me olhar a natureza.
Verificar a quantidade de desprezo, por vezes, maldade,
e, ainda assim, admirar que continua mostrando beleza,
a já saudade Natureza.

Quão admirável?
Quão inspirante?
Pena o sentimento ser inigualável
pelo seu habitante errante.

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