DUETO - AMNÉSIA - João Murty / Fernanda Mesquita

DUETO: João Murty/Fernanda Mesquita

AMNÉSIA

Tu sabes e não falas, não dizes quem eu sou
Vagueio como um cão que não tem dono
Percorro o meu destino, sem saber para onde vou
Como uma folha que erra, no vento do outono.

Sou um ente esquecido, uma amnésia da vida
Nesta alma errante, para quem nada importa
Apenas tenho silêncio, na memória esquecida
E a rua como morada. Uma parede nua, sem porta.

DUETO - LÁGRIMAS - João Murty / Fernanda Mesquita

DUETO: João Murty/Fernanda Mesquita

LÁGRIMAS

No céu azul dos teus olhos, correm nuvens de tempestade
nascidas no coração em dor, sopradas pelo vento do momento
lágrimas, solidamente agrilhoadas aos ferros corroídos da saudade
tardam a apagar o fogo, que ateia a desilusão e incendeia o sentimento.

DUETO - AMOR NAUFRAGADO - João Murty/Fernanda Mesquita

DUETO: João Murty/Fernanda Mesquita

AMOR NAUFRAGADO

Nunca perto, sempre longe, sem domínio e sem cadência
Navego na noite escura, sem estrelas, à luz das velas
Sem rumo nem orientação, sou um náufrago da tua demência
Perdido neste mar de sentimentos, sem portas e sem janelas.

Deste amor navegante que se perdeu no mar e naufragou
Por não encontrar um porto de abrigo, farol ou uma luz acesa
Flutuando há deriva não resistiu a tanto rombo e se afundou
Nos vis baixios do ciúme contra os rochedos da incerteza.

DUETO - SENHORA DO LAGO - João Murty/Fernanda Mesquita

DUETO: João Murty/Fernanda Mesquita

SENHORA DO LAGO

Donde vieste tu senhora do lago, ardente, vibrante audaciosa?
Envolta nos mistérios das brumas, que esconderam tanta beleza
Que ilha de aromas e encantos te conservaram tão airosa
De que reino e de que história são as insígnias da tua nobreza.

DUETO - MENDIGO DA ALMA - João Murty/Fernanda Mesquita

DUETO: João Murty/Fernanda Mesquita

MENDIGO DA ALMA

Velho de olhar triste, pobre e vagabundo
Tens por companheira a miséria dominante
Viajante de alma e mendigo neste mundo
Que em delírio beijas o pó, murmurante.

Onde os dias e as noites passam sem ter pressa
Onde nada é diferente e tudo te parece igual
Até o dormir, no canto escuro de qualquer travessa
No chão de pedra, enganas o frio num leito de jornal.

SÉRIO

                          SÉRIO

 Sério! Não sei andar de bicicleta!

Mas tenho meus braços abertos, para te abraçar...

Tenho meu coração, para te amar...

Meus pés para caminhar e ir até você...

Minha boca pra lhe dizer... Eu amo você!

 

Madalena Cordeiro...

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