Oh! Insensato

Oh! Insensato!

Eu, que escondi da vida
As coisas do passado,
Passei dias, meses e anos,
A guardar em mim a verdade!
Eu, o insensato, que pensei,
Recolher em mim a mocidade
Que se esvaía como areia
Por entre as minhas mãos
Eu, o insensato que escrevi
As coisas sagradas no coração
E que escondi da posteridade
O mundo da ilusão
E o sonho do que
Era bom e mau!

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