Cem Vinicius
Autor: Fabio R. Villela on Saturday, 19 October 2013Cabem muitas coisas em cem anos.
Cabem guerras e tréguas, perdas e danos.
Cabem muitas coisas em cem anos.
Cabem guerras e tréguas, perdas e danos.
O Manto
Em êxtase de prazer rompe-se o núcleo da
artéria do desejo constante.
Baloiça,
rodopia,
dança-me o manto de pele,
presenteia-me de ternura,
atiça o atiçado emaranhado de corpos pudicos
em loucura do tacto que prossegue a mesma
inquietude do movimento vaivém
dentro e fora do ventre.
O manto funde-se e
entrego-me á febre do clímax.
Mordo dentro de mim mais uma ondulação de ti,
estremecem minhas veias em pleno voo marítimo,
Tens em TI
Um jeito estranho de Me afastar
Como quem diz, certo, "Não"
Mas tudo atenta para me ver ficar...
E se me afasto,
Usas-te de palavras que me não dizes destinadas
Lançando-me aquele perfume teu... casto...
Inspirar de memórias que julguei apagadas...
Neste constante vacilar,
Incauta
Mergulho-me de Ti...
Ávida
Preciso respirar...
TE...
Dançamos.
O salão era todo nosso. Dançamos.
Dançamos música de velhos como os jovens de nossa idade dizem hoje...
Velhos com a boca amarga pelo ácido da vida
Com penas já fracas e com braços que não apertam mais...
Ah meu bem! dançamos a noite inteira...
Músicas antigas rodando o salão que era só nosso
Meus cabelos pulavam,meus olhos te olhavam e minha boca quem me dera ter te beijado...
Brilha estrela lá no céu!
E nós aqui embaixo a olhar.
Sem entender o porque...
Deus a escolheste pra brilhar!
Com tantas estrelas
no céu, morando lá no infinito!
Com seus dourados e brilhos...
Não podia aqui, tu ficar?
Não!
Precisou de ti lá em cima!
E com ele tu fostes morar!
Deixa-nos aqui tão tristes.
Sem entender o porque!
Foste tu...
Nos abandonar.
Saudade Daiane.
Arlete klens.
Olhos
Espetados em mim como navalhas.
A ferro e fogo
Destruo o que me consome
E nas chamas derrubo
O que me engole.
Em tristes passos cansados
Corro um trilho anguloso
E de braços desarmados
Ignoro o que até hoje aprendi!
Não é solução
Nem tão pouco evasão
É sim um pedaço de mim
Que pede libertação
E a correr deslargo tudo
E me ausento por um segundo
Vem do rio, minha alma cantando
É onda firme, triunfando!
Vou deixar a minha terra
Vou amar meu novo ser
A tua Cara Essa tua cara, De uma beleza rara, Os teus olhos sao miragens,