Tão vazio que enche

Anoiteceu.
Fundações ruem e defesas quebram,
As vozes calam em coro organizado
E os espelhos da alma não mais refletem.

As horas cerradas invocam criaturas
Dos confins do mundo e do pensamento
Para uma macabra festa de dança
De melancolia e vontades desoladas.

Anoiteceu.
Se tudo já ardeu e carvão resta apenas,
Não nos sobra senão a chuva penosa
Que roga pelo coração dos sofridos.

novas reflexões poéticas

o sonho de plantar a esperança no meu reduto para depois derramá-la sobre as vísceras do universo; de expandir os tentáculos dos meus versos até ao âmago das inflamadas controvérsias; de beber o suco da reconciliação nos prados oníricos onde habitaria a humanidade.

novas reflexões poéticas

os ditames da nossa consciência interferem no mundo e nos seus traumáticos eventos: nos seus garrotes perversos que estrangulam as nossas ambições; nos seus intrincados obstáculos denunciados pela nossa poesia; nos seus valores arcaicos que maltratam as nossas quimeras.

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