Nação sem Livros

Nação sem Livros
(Mauro Fera Da Poesia)

O fato de poder agir
Não equivale a ter autorização
Hierarquia exige ação,
Mas não garante prosseguir.

O povo quanto mais dividido
Mais fácil para ser iludido
E a sacanagem vem de todos os lados,
Nação sem Livros só produz enganados.

Não existe "favorzinho" no trabalho
Hoje você ajuda amanhã será cobrado
Já quanto o seu banco de horas

Ninguém vê ou defende o seu lado
Se não for de interesse vai embora
Qualquer seja o restante evapora.

Ser Amigo

Um amigo não tem feiura nem beleza

Nem defeito nem qualidade;

Um amigo não tem idade,

Um amigo é. Simplesmente

 

Uma lágrima a secar,

Uma risada a colecionar,

Um momento a guardar;

Lembrança, presença, presente…

 

Amizade não tem tempo nem espaço;

Não cabe em lugar nenhum

E não deixa de ser.

Amigo sou seu, sei lá porquê!

 

Simplesmente porque sou eu

E você acha isso legal

E a gente decidiu que nem a diferença nem a igualdade

Poderiam impedir essa nossa amizade.

Noites de Julho

Poucas belezas há

Como as noites de julho.

É quando todas as estrelas

Vêm brilhar, disputando

Nossa admiração;

Provocando tanto amor

Que nos extravasa,

Nos impulsiona uns contra os outros;

Para o nosso calor

Disfarçar o inverno que nos cerca.

 

Pouco encanto há

Como as noites de julho.

É quando a magia

De sonhos e amores

Traz brilho aos olhos dos amantes

E suspiros aos que sonham

Principalmente em ser amados;

Traz conforto e carinho

E amor para afastar,

Poesia Triste

Não gosto de escrever quando estou triste.

Não que eu tenha vergonha de minhas lágrimas,

Mas ninguém quer saber de uma dor que não é sua.

 

Não devia ser triste a poesia;

Devia trazer sossego e paz,

Conforto, ternura e alegria.

 

Mas, entenda…

- E se for capaz, perdoe!

Um poeta também sofre!

 

A poesia não deveria ser sincera?

Para poder tocar a sua alma,

Não deveria sair do meu coração?

 

Dê-me licença para chorar…

Se puder, me empresta teu ombro.

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