OSSOS DO OFICIO

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"OSSOS DO OFICIO"
poesia by: Fernando Antônio Fonseca

sou artífice das palavras

e decodifico-as na medida

de sua mesura

forjo os versos com a

aritmética dos ventos

e lamino-as

como placas inoxidáveis

sou desertor do trabalho

escravo

e minha praia está na orla

dos oceanos de areia

que nunca dormem

nem se deixam navegar

por barcos sem leme

-ofícios a parte

sou arquétipo não consequência

do que faço

Conhecimento aprimora

Conhecimento aprimora
(Mauro Fera Da Poesia)

Apesar das dificuldades, estude
Conhecimento aprimora atitudes,
Estude conceitos, filosofia, religião
Apesar dos mestres da enganação.

Estude por você, por sua comunidade,
Quem estuda melhor entende e explana,
O melhor para qualquer sociedade
Pessoas estudadas iguais à Dra. Tatiana.

Estude por um melhor merecer,
Pois quem estuda sabe o que quer
Realiza inclusive argumentos de fé,

A compreensão

A compreensão
(Mauro Fera Da Poesia)

Quando você atinge a compreensão
Desaparece querer dar explicação
Aquilo que o outro entende
Não interfere em sua mente.

Logo que você atinge a compreensão
Desaparece a vontade de discussão,
Pois você em si vê, entende, percebe
Cada um busca o que melhor favorece.

Quando de frente a compreensão
Você descansa na suave percepção
E de seu valor não se demove

É SÓ MEU ESTE AMOR

Amo-te em voz baixa, sem retorno,
conto passos na rua do teu não.
No vidro embaciado moldo o teu nome,
desfaço-o, mas não do coração.

A casa é grande, cabe o meu transtorno,
os móveis já não me querem ouvir.
É tarde e o relógio esquece as horas,
só tua ausência insiste em repetir;
num eco que se perde no sem-fim,
é o silêncio vivo que mora em mim.

Volto da noite com as mãos vazias,
trago o perfume da chuva e cidade.
Ponho a chave na porta com cuidado,
como se tu dormisses na metade.

ERA VERMELHO

O rapaz, sangue em levante, 
Ela, o riso ao livre vento, 
Eram febre faiscante, 
Carne viva e rutilante,
Sem pesar no pensamento.

Vinha a febre da loucura
Sem saber o amanhã,
Mastigavam a ternura
Como fruta em polpa mura,
Como a brisa da manhã.

Era o golpe contra a sorte,
Só a fúria da alegria;
Ter o mundo, ter a sorte,
Num abraço, o laço forte
Que o amor fortalecia.

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