Armação

Armação
(1Evaristo)

Não importam os acordos
Entre sindicatos e patrão
O CLT não é um ser morto
Ao contrário é a frente da situação.

Não importa se por baixo do pano
Tecem acordos de desenganos
Pois na hora do vamos ver
Nenhum dos dois irão fazer.

Pode ser o chão de fábrica
Ou o piso limpinho de loja
Tem armação que enoja,

Mas no dia a dia na prática
O CLT não mais se mata
Se a empresa for ruim a gente troca.

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Holofote

Holofote
(1Evaristo)

Independente do que tenham ensinado,
Independente a dor da ferida
Independente até do que foi assimilado
Mantenha a palavra positiva.

Dentro do que é certo
Há quem sempre ensine errado
Para que nesse universo
Tenha o sentir/pensar aprisionado.

Todos os dias repetem as regras
que sem sentir segue por obedecer
E assim controlam seu viver

Pois, holofote que ilumina também cega
E inconsciente no escuro trafega
Sem ver o poder infinito em você.

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Placebo dos dias

Placebo dos dias
(1Evaristo)

Conflitos íntimos, maus pensamentos meus,
Por favor não diga que é falta de Deus.
O que teria para dizer
Se fosse o mesmo com você?

Conflitos íntimos, ressentimentos meus,
Não. Não é falta de Deus.
O que teria em dizer
Fosse o mesmo com você?

No meu caso em particular
Sei que com certeza posso pirar
Não fosse a mim o placebo dos dias

Que me permite extravasar
Toda essa dor e agonia,
Sim, minha cura vem pela poesia.

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Madalena

Madalena
(1Evaristo)

Madalena, ajude-me entender
Porque eu gosto muito de você
Tudo começou com Ivan Lins,
Mas não parou em mim.

Elis Regina tentou me avisar,
Ah! Você nem pra me ligar
E olha que sou seu fã
Tudo bem, não posto isso no Instagram.

Sei que morou lá pelas bandas do Jucu
Enquanto ardia o sol na América do Sul
E surpresa, quem estava lá? Martinho da Vila,

O tango cai bem melhor que o blues
E o fato de ser mulher (Que Maravilha!),
Agora assim que puder me liga.

Perfil novo do trabalhador

Perfil do novo trabalhador
(1Evaristo)

Só para lhe lembrar, Nobre Gestor,
Mas o perfil do novo trabalhador
Reconhece a fala de quem manda
Como também a de quem engana.

Hoje há uma gama de informação
Algumas tantas levam a exaustão,
Porém aquele que sabe filtrar
Dificilmente se deixa enganar.

Não quero lhe assustar, Nobre Gestor,
No entanto o perfil do novo trabalhador
Independe de idade sabe o que não quer

Simples alegria

Simples alegria
(1Evaristo)

Um grande número quer exposição,
Aparecer em demasia, ostentação
Já eu em meu dia a dia
Quero apenas a simples alegria.

O eu lírico que habita em mim
Quer apenas publicar o Livro
Que o possibilite descansar no sítio.
Fim.

O poema é minha ostentação,
Meu sacerdócio, minha abnegação
Por ele singro universos sem pantim

E volto no mesmo dia pés no chão,
Essa é a grandeza do eu em mim,
Fim.

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Piada

Piada
(1Evaristo)

Um homem foi ao médico
Disse precisar de algum remédio,
Um alívio neste peso de jornada,
A alma triste, cheia de angústia, pesada.

Falou de suas mágoas,
Suas tristezas, distanciamento,
Dores de amor e ressentimentos,
Não via na vida uma dádiva.

O médico disse que precisava de alegria,
Rir, se soltar, dar expressão aos dias,
Na cidade chegou o circo do grande Palhacim,

Outra vez Scooby Doo

Outra vez Scooby Doo
(1Evaristo)

Epstein, P. Diddy, banco do vorcaro,
Crianças resgatadas de sequestro,
Exploração da alma, excesso de trabalho
Há algo podre no e além do congresso.

República Democrática do Congo,
Guerra da Ucrânia, curso de drones na Penha,
A cada progresso mais um rombo,
O país refém de extorsão se desdenha.

E eu aqui a concatenar
Em quais parâmetros iremos chegar
Também aos poucos me lembrando

"LUZES EM MONÓLOGO"

"LUZES EM MONÓLOGO"

poetry: by Fernando Antônio Fonseca

divagam as luzes nos olhos

de quem não vê

monólogos esparsos

que abatem a cegueira

sua ação é sutil e fugaz

colirio que dilui as trevas

conversam sozinhas as luzes

num diálogo sem interlocutor

espalhando seu lúmen

onde há carência de brilho

como uma adaga de marfim

dividem o escuro em vultos e sombras

para melhor clarea-los

divagam as luzes que não falam

-apenas sussurram caladas

Presente raro

Presente raro
(1Evaristo)

Preparei um presente raro,
Seria ele dado com apreço,
Mas ao buscar pelo endereço
Descobri estar eu bloqueado.

De sua parte não entendi tal ação,
Mas não busquei explicação
Afinal tinha-lhe muito respeito
Pensei errado gozar tal efeito.

Sequer tentei lhe entender
Pois ao não me falar é com você
Que o problema tenha de ficar

Desmanchei com cuidado o que ia oferecer
Porque energia boa merece prosperar
Já eu (respiro profundo) vou assimilar.

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