Viagem pelo campo
Autor: Afonso Pinheiro on Monday, 2 March 2026Viajo lentamente pelo ca
Viajo lentamente pelo ca
Pseudos doutores
(Mauro Fera Da Poesia)
A política dos homens
Não bate com os homens da política
Que sem mentalidade crítica
Não vêem o que destrói e consome.
Matas ciliares, rios voadores
Esses pseudo doutores
Não percebem que o mar
Não aguenta tanto lixo a desaguar.
É preciso conscientizar os povos
Que a ganância dos poderosos
Não favorecem em nada a terra
Que vítima inocente de ataques furiosos
Sejam eles por extrações ou guerras
Dará fim a tudo de bom que se gera.
desprezo as posturas banais dos homens, os vestígios pérfidos dos seus caracteres, as auréolas exaustas dos seus timoneiros, os cáusticos embates das opiniões, os reembolsos que nos prometem por causa da miséria em que nos deixam.
relanço o meu fervor longe do escalavrado terreno mundano: num magnífico palácio onde desdobro a toalha verde da esperança sobre as minhas escoriações; na margem do rio do pensamento desembaraçado das brigas triviais.
julgo que a poesia necessita desenvolver-se entre rochedos para se esquivar às bandeiras repressoras; aos desenlaces bravios e às transfiguradas avaliações; às mensagens insalubres e aos cânones vigentes; ao desejo de confundir.
Lhe espero acordado ja fiz café
numa manhã de uma canção pura vc nua em minha cama
ficaremos juntos hoje festejando com cachaça num copo de um bar sujo
na cidade mais louca de nosso país
eu e voce esperando gil.
refavelando
trens num sentido de grandes avenidas
calado escutando meninas e sua paz
o irá e logo ali
vamos ficar por aqui juntos respirando
se eu quizer falar com deus
meus deus hoje tenho ela em mim
hoje eu fico pensando
afogo os preconceitos na tina onde a minha rebelião se repercute; onde a miséria humana escorre para as minhas análises poéticas; onde o menosprezo pelas ideologias vigentes me transforma num vibrante contestatário.
o decurso do tempo faz-me recordar as minhas proezas diletantes; os genuínos sentimentos atropelados pela crueldade geral; as sarcásticas explosões que me vingaram dos ultrajes mundanos; o desejo de liberdade inscrito na minha compleição.
tenho vontade de ultrapassar os problemas arraigados nas sociedades: as suas aleivosias e medos irracionais, as próteses oriundas das suas lutas internas, os seus destemperos seculares e provisões de ciúme, os desgrenhados horizontes que originam.
desenrolo um júbilo contida que proporciona meditações sobre os meus feitos relevantes; sobre os momentos inesquecíveis da minha redenção; sobre as lágrimas pueris que estanquei no rescaldo duma era oportuna.