SONETO NÚMERO 63(CARDÍACO)

Coração... e essa 'mania de sofrer'!
De tão rapidamente se entregar
E dessa mesma forma se 'empolgar'...
Tudo pra no final se entristecer!
 
Que gosta de aventuras embarcar...
Terras que não se pisa, conhecer
Das próprias decisões se arrepender
E se em paixão cair, logo sangrar!
 
Que morrendo de amor ainda bate...
Naquele sentimento ainda vivo!
E que suporta ainda que o maltrate!
 

Acredita, sim?

Subjugado por um raciocínio
Do qual julgo não ser escravo,
Esconde-se no arbusto o domínio
Esperando o falso do meu passo.

Há uma cadafalso que espera por mim

Não escolhendo os sonhos, escolherei os danos
Mesmo achando que não os escolhi.
Culparei o outro por me estragar os planos
Mas o difícil é acreditar que sim.

Todos os dias são a pressa
Que temos quando não nos olhamos.
É difícil manter a chama acesa
Sem nos incendiarmos de enganos.

Há um engano do qual me perdi

Ainda sobre o amor

Ainda sobre o amor

O amor é esteio, enfrenta a tempestade
mas tem lágrimas valente
convive entre a mesquinhez
desenfreada do mundo
sai ileso, perfeito

Mas a vida é como
cobertores perdidos
com o gozo enrustido
em tempos de frieza humana
sem o perfume do amor

O amor faz presença dos pés à cabeça
mesmo com a timidez operante
labaredas em baixa, diminuto fogo

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