Ó DA BARCA!

Ó DA BARCA!

Numa das mais quentes tardes de Verão, percorro estradas serpenteadas entre pequenas montanhas, com aldeias escondidas na Mãe Natureza, e chego à Capital do Xisto – Janeiro de Cima (Fundão).

Todos os primeiros domingos de Agosto misturam-se vozes portuguesas, francesas, espanholas e até brasileiras. De manhã reúnem-se na Praia Fluvial e fazem uma Caminhada junto às margens do Rio Zêzere, veredas que antigamente os mais velhos seguiam para chegar à sede do Concelho do Fundão ou se deslocarem para as Minas da Panasqueira.

Homenagem à nossa querida Rosa

Homenagem à nossa querida Rosa

A Rosa chegava com um sorriso que nos alegrava, num pequeno instante as nossas tristezas acabavam.

A sua vontade de viver contagiava os nossos corações, no seu peito corriam rios de compaixão que distribuía sob forma de pequenos queijos frescos que nos alimentavam a alma.

Se não tocava na nossa porta ficávamos mais pobres. O seu sorriso chegava com o entardecer, se não vinha todos nós sentíamos a sua falta, que falta nos faz a Rosa.

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