RELATIVO E ABSOLUTO

Relativamente incluímos
E excluímos; absolutamente
Só incluímos, limitações
Desaparecendo totalmente.
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Mestra(e) e discípulos(as) se completam;
Absoluta e relativo se
Completam; número e palavra
São a mesma, bela, rica lavra.
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Relativo é o tempo, absoluta
A eternidade; relativos são
O vencer, o perder, absoluta
É s felicidade, a satisfação.
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Ar e nós nos movendo, nos enchendo
E esvaziando plenamente,
Puramente vamos bem vivendo
Relativa e absolutamente.
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Manifestação

Para que a “última” manifestação interior seja – ainda mais – verdadeiramente sentida, é preciso primeiro deixar-se ser parte essencial em algo que o faça. E sinto que, que o quê o faz, sejam também floreios evaporados através duma boa dose. Eu, que quando sou só nada, ainda persisto completo; preenchido. Completo, porém, sei que sou, quando dentro das estrelinhas derramadas nas luzes, e conhecendo isso, nada, porém, sinto não ser, pois me vejo sendo mais a cerca das minhas emoções alteradas; violentadas; desvirginadas; impuras; imprudentes; incertas.

Voltou de novo...

Voltou tudo de novo.
Não sei o que o destino dez,
Mas tudo acabou.
Não quero voltar a fazê-lo outra vez.
Não quero amar.
Não quero fugir.
Se o passado voltar
Vou saber mentir...

Perguntei-me:
-Que fiz eu?
Onde foi que errei?
Que diz a Deus?

Talvez a culpa fosse minha
Pelo meu jeito possessivo,
Tinha a mania
Que o amor fosse agressivo.

Pelo menos não posso dizer
Que não fui feliz
Porque o fui a valer
Pena este final infeliz...

(NÃO)AGITAÇÃO

Calma, serenidade

Na agitação,

Não intoxicação,

Felicidade.

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Equilíbrio: simples versus

Complexo, alternação,

Complexo versus

Simples…

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Não manipulando,

Nunca deixando

De ajudar um ser

Em aflição.

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Compreendendo e sendo

Compreendidas(os);

Agindo, falando

E deixando agir.

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Agindo e não agindo; primordial,

Actual e futuramente; independente

E interdependentemente; atemporalmente,

Que é tudo, todos(as) sempre presentes.

Minuto

Minuto, após instante,
o depois, o agora, o antes,
perdem-se na insignificância de um sentir,
o ficar, o ir, o partir, dormência ausência,
sonho fusão, onde tudo se perde e acha,
numa ilusão.
Num voo perdido, o rasgo das asas,
temor em escuridão, onde o dia se acorrenta,
em cego grilhão.
Coração que bate, em cristais de gelo,
pautando o desnudo, dum eterno selo.
Renasço para morrer,
e suavemente pauto o silêncio,
num vislumbre de um novo ser.
Noz que quebra, que respira,
que pressente a semente,

Sofrimento

Vôo. Estendo as mãos, às dores deste cansaço. Impulsiono-me. Cada vez mais regresso aos questionamentos, sem respostas, neste caminho, "só". Lanço às sombras, minha sede, minha fome, meu querer sem saber. Ansiando uma parte de mim aos olhos do redentor. Ah praga... Ah dor... Ah sofrer. Almejaria soltar-me em um lugar qualquer, a que o novo dê-me sustentação, ar, alívio. Não dor, não condenação. Cinjo minhas esquecidas mãos, meus reais sentimentos, meus verdadeiros pensamentos, e os meus preceitos, e nos meus acertos, encontrar-me-ei num equilíbrio.

ILUMINAÇÃO EXPERIMENTAL

Cerimónia, educação, compromisso,

Dever, alegria, não stress,

Respeito, perfeição, budeidade,

Retidão, felicidade, compaixão,

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Comunhão, isolamento, não

Isolamento, humildade, confissão,

Abandono, não fazer sofrer

Injustamente nenhum ser.

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Segredo não se diz a toda a gente

Mas tem que se ir dizendo a amigo(a),

Mesmo que não perfeita(o), sem

O qual segredo perfeição não existe.

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Com iluminação experimental total

Cessamos actividade sexual

Sou capoeira

Eis que vou, eu vou. Sou capoeira. Jogo-me às arestas deste mundo. Preencho minha incompletude na estória desta cidade. As ruas diminutas, a sombra a beira do alambrado. Ao ranger ensurdecido, vem uma voz. Que me grita, me cuida, me sonda. Sou capoeira. Busco na não existência dos meus saberes, o caminho aos degraus da sabedoria. Dou-me, jogo-me, impulso-me ao cantar do Deus que me nutri. Sou capoeira. O conhecer que me espera me acalenta. Ao permitir-me pousar ao repouso do pai. Então vem. Vem, lança em meus braços este poder! Vem, derruba as amarras deste cansaço!

PORTUGAL|BRASIL

BRASIL-PORTUGAL
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Desconhecido(a) não é assim
Tão desconhecido,
Só talvez algo esquecido.
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Mosquito sugador
No charco é sugado
Por sapo rã observador.
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Complacência, auto-tolerância
Para com a própria(o) e intolerância
Para com o outro(a) É… intolerância.
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Público é privado e privado
Público: tudo purificado,
Quase silenciado…
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Tudo mostrado, tudo visto,
Bem humorado, maravilhado(a)…
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Não stress, bem respirado,
Não divisão, multiplicado.
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